domingo, 23 de setembro de 2012

Figuras de Linguagem - Poesias


As FIGURAS DE LINGUAGEM são os recursos usados pelo falante para realçar a sua mensagem. Veja a seguir uma lista com 16 figuras de linguagem acompanhadas de exemplos para você entender perfeitamente essa matéria muito vista nas aulas de português.

1) ANACOLUTO

É a falta de lógica que existe entre o início e o fim de uma frase.

Dois gatinhos miando no muro, conversávamos sobre como é complicada a vida dos animais.
Novas espécies de tubarão no Japão, refletia sobre como é misteriosa a natureza.

2) PLEONASMO

Na oração: “Ela cantou uma canção linda!”, houve o emprego de um termo excessivo, desnecessário, pois quem canta, só pode cantar uma canção, oras.

Na frase muito utilizada: “Vi com meus próprios olhos.”, também acontece o mesmo. Imagina! Teria como ver com as orelhas?

Pleonasmo é a repetição de idéias

3) HIPÉRBATO

Exemplos:
Correm pelo parque as crianças da rua.
Na escada subiu o eletricista.

As duas orações estão na ordem inversa.
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração.

Na ordem direta ficaria:

As crianças da rua correm pelo parque.
O eletricista subiu na escada.

4) ELIPSE – ZEUGMA

Veja os exemplos:

1-Na estante, livros e mais livros.
2-Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema.

No 1º exemplo temos uma elipse, já no 2º, a figura que aparece é o zeugma.

A elipse consiste na omissão de um termo que é facilmente identificado.

No exemplo 1, é claramente perceptível que o verbo “haver” foi omitido.
No exemplo 2, se dá o zeugma, que é a omissão de um termo que já fora expresso anteriormente.

“Ele prefere um passeio pela praia;eu, (prefiro) cinema.”(Não houve necessidade de repetir o verbo, pois foi possível entender a mensagem).

5) SILEPSE

É a concordância com a idéia e não com a palavra dita.
Pode ser: de gênero, número ou pessoa.

SILEPSE DE GÊNERO (masc./fem.)Vossa Excelência está admirado do fato?

O pronome de tratamento “Vossa Execelência” é feminino, mas o adjetivo “admirado” está no masculino. Ou seja, concordou com a pessoa a quem se referia (no caso, um homem).
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.

SILEPSE DE NÚMERO (singular/plural)

Aquela multidão gritavam diante do ídolo.

Multidão está no singular, mas o verbo está no plural.
“Gritavam” concorda com a idéia de plural que está em “multidão”.

Mais exemplos.

A maior parte fizeram a prova.
A grande maioria estudam uma língua.

SILEPSE DE PESSOA

Todos estávamos nervosos.

Esta frase levaria o verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam - eles) mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa(nós).
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa.

Mais exemplos:

As duas comemos muita pizza.(elas – nós)
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós)

6) METÁFORA – COMPARAÇÃO

1-Aquele homem é um cavalo.

Estamos comparando um homem com um cavalo, pois esse homem é forte e robusto como um cavalo.

2-A vida vem em ondas como o mar.

Aqui também existe uma comparação, só que desta vez é usado o conectivo comparativo: como.

O exemplo 1 é uma metáfora e o exemplo 2 é uma comparação.

Exemplos de matáfora.

Ele é um capeta.
Ela uma flor.

Exemplos de comparação.

A chuva cai como canivetes.
A mocidade é como uma flor.

Metáfora: sem o conectivo comparativo.
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como)

9) METONÍMIA

Aqui também existe a comparação, só que desta vez ela é mais objetiva.

Ele gosta de ler Agatha Christie.
Ele comeu uma caixa de chocolate.
(Ele comeu o que estava dentro da caixa)
A velhice deve ser respeitada.
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”)

10) PERÍFRASE - ANTONOMÁSIA

A Cidade Maravilhosa recebe muitos turistas durante o carnaval.
O Rei do futebol foi categórico.
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos.
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema.

Nos exemplos acima notamos que usamos expressões especiais para falar de alguém ou de algum lugar.

Cidade Maravilhosa: Rio de Janeiro
Rei das Selvas: Pelé
A Dama do Suspense: Agatha Christie
O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock

Quando usamos esse recurso estamos empregando a perífrase ou antonomásia.
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais.
Antonomásia, quando forem pessoas

11) CATACRESE

A catacrese é o emprego indevido de uma palavra ou expressão por esquecimento ou ignorância do seu real sentido.

Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
A asa da xícara quebrou-se.
O pé da mesa estava quebrado.
Vou colocar um fio de azeite na sopa.

12) ANTÍTESE

Emprego de termos com sentidos contrários.

Ela se preocupa tanto com o passado que esquece o presente.
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz.

13) EUFEMISMO

Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro.
Acho que não fui feliz nos exames.

O objetivo dessas orações foi abrandar a mensagem, ou seja, ser mais educado.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão mais leve.
O mesmo ocorre co o exemplo 2 , “reprovado “ também foi substituído por uma expressão mais leve.

14) IRONIA

Que homem lindo! (quando se trata, na verdade, de um homem feio.)
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma redação melhor!
Que bolsa barata, custou só mil reais!

15) HIPÉRBOLE

É o exagero na afirmação.

Já lhe disse isso um bilhão de vezes.
Quando o filme começou, voei para casa.

16) PROSOPOPÉIA

Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.

A formiga disse para a cigarra: ” Cantou...agora dança!”  Fonte

Exercícios Online

Recursos estilísticos da poesia: figuras de linguagem

Os recursos estilísticos utilizados na poesia, demarcados pelas figuras de linguagem, conferem mais expressividade à mensagem
A poesia precisa comover, despertar emoções, enlevar. Assim, fazendo valer tais intenções, o poeta dispõe de recursos diversos, haja vista que na linguagem não há limites nem objeções.
Relacionadas a esse assunto, estão as figuras de linguagem, envolvidas no estilo de quem realiza um trabalho especial com a linguagem, dado o perfil conotativo que assumem os textos pertencentes ao gênero lírico.
Norteados pelo objetivo de ressaltar acerca dos traços que demarcam esses recursos, passaremos a estabelecer familiaridade com algumas dessas figuras de linguagem, as quais representam o aspecto em questão. Podemos destacar:
Metáfora
De forma literal, o poema em questão representa tal recurso estilístico:

Metáfora

Uma lata existe para conter algo

Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora
                                       Gilberto Gil
Constatamos que o autor estabelece uma relação de semelhança entre a “lata”, objeto concreto, e a capacidade artística do poeta.
Antítese
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                                                  Camões
Inferimos que há um jogo de contraste entre palavras opostas, tais como: contentamento/descontente/ dói/ não se sente/não querer/mais que bem querer...
Prosopopeia ou personificação
A Estrela
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
                                   Manuel Bandeira
Notamos que ao dar voz à estrela (um ser inanimado com características humanas), o autor, na última estrofe, retrata de forma magistral o recurso em questão.
Eufemismo
Consoada
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.


                                                   Manuel Bandeira
Constatamos que Manuel Bandeira suaviza seu discurso por meio de um recurso denominado eufemismo, no intento de se referir à morte (demarcada pelo vocábulo “indesejada”). 
Estes foram apenas alguns dos recursos empregados na linguagem poética, os quais tendem a conferir maior ênfase à mensagem, tornando-a mais expressiva.
Por Vânia Maria do Nascimento Duarte  Fonte


7 comentários:

  1. Eu vi a cara da morte,e ela estava viva


    ainda nao vi ninguem que ama a virtude quanto ama a beleza do corpo

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  2. 19-10-2012
    Meu coração é um balde despejado.= metáfora

    O sonho de um céu e de um mar
    E de uma vida perigosa
    Trocando o amargo pelo mel
    E as cinzas pelas rosas
    Te faz bem tanto quanto mal
    Faz odiar tanto quanto querer.= Antítese

    Aluno= Allan da Costa Vieira N°4 Serie= 9°c

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  3. Adeli Barros do Amaral19 de outubro de 2012 22:29

    METÁFORA:ELA É TÃO GORDA QUE PARECE UM HIPOPÓTAMO
    ANTÍTESE:TROCAM A MUITO A AGUA PELO VINHO O AMOR PELO ODIO ,FAZEM GUERRA E REPUDIÃO O AMOR,FAZEM COISAS TRISTE PRA OBTER A FELICIDADE SÃO INJUSTOS E QUEREM JUSTIÇA,ODEIAM MAIS QUEREM SER AMADOS,DESTROEM SONHOS MAIS QUEREM SONHAR,QUEREM UM BELO MUNDO MAIS FAZEM TUDO DE MAL

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  4. METÁFORA:ELA É TAO VENENOSA COMO UMA COBRA

    ANTÍTESE: ELA VIVE TANTO NO PASSADO E ESQUECE DO PRESETE











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  5. Eu vi a cara da morte,e ela estava viva


    ainda nao vi ninguem que ama a virtude quanto ama a beleza do corpo


    ass:Fernanda salina mantovani 9ºc

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  6. edimilson ricarte da silva19 de outubro de 2012 22:33

    metafora :aquela mulher e tao gorda,que parece um elefante .

    antitese:Ele precisa tanto de um carro ,mais prefere uma moto.

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  7. O futuro pertence aqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.Uma




    Uma menina me ensinou, quase tudo que eu sei, era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei.

    joyce menani 9ºc

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