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terça-feira, 1 de abril de 2014

CEM ERROS MAIS COMUNS EM LÍNGUA PORTUGUESA








CEM ERROS MAIS COMUNS DE NOSSO QUERIDO IDIOMA
1 - "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.    
2 - "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.    
3 - "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.    
4 - "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.    
5 - Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.    
6 - Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.  
7 - "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.    
8 - "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.    
9 - "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.    
10 - "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.    
11 - Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.  
12 - Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13 - O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.  
14 - Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).  
15 - Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.  
16 - Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.  
17 - Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.  
18 - "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.  
19 - "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.  
20 - Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.  
21 - Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.  
22 - Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.  
23 - Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.  
24 - O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo  
25 - A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.  
26 - Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.   
27 - "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.  
28 - Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.  
29 - A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
30 - Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
31 - O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
32 - Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33 - "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
34 - O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
35 - Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36 - "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37 - A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38 - A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39 - Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40 - Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
41 - Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42 - "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43 - Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44 - Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45 - Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46 - Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
47 - Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48 - O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
49 - As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
50 - Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
51 - Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52 - Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53 - A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
54 - Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55 - Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56 - Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57 - O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58 - À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59 - Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60 - Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61 - A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
62 - Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
63 - Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
64 - Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.
65 - Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66 - "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
67 - Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68 - Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69 - Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
70 - Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 21).
71 - A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
72 - A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73 - Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74 - Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75 - Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76 - Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
77 - Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.
78 - Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.
79 - Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80 - O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81 - A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
82 - Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83 - Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.
84 - "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85 - A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86 - Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87 - O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88 - Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89 - "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
90 - A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
91 - O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92 - "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93 - A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
94 - É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
95 - Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
96 - Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97 - A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
98 - "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...
99 - Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100 - "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
Fonte: Culturatura  


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Emprego dos Pronomes Demonstrativos



 Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação pode-se dar em termos de espaço, tempo ou discurso. Vamos abordar aqui as situações em que o uso de demonstrativos é produtivo ou problemático para o falante, recomendando o uso dominante entre os falantes cultos.


1. Este, esse, aquele e suas flexões

     Utilizamos estas pró-formas para localizar os nomes no tempo, no espaço e no próprio texto:



  • No espaço:


  •      Vale para o uso dos demonstrativos a relação com as pessoas do discurso: este para próximo de quem fala (eu); esse para próximo de quem ouve(tu); aquele para distante dos dois (ele).



    Exemplos:

    Este documento que eu estou entregando apresenta a síntese do projeto.

    Se tu não estás utilizando essa régua, podes me emprestar por alguns minutos?

    Vês aquele relatório sobre a mesa do Dr. Silva? É o documento a que me referi.


         Em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los pode causar ambigüidade.


    Exemplos:

    Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade destinatária).

    Reafirmamos a disposição desta universidade em participar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que envia a mensagem).



  • No tempo:



  • Este e suas flexões referem-se ao tempo presente ou futuro.


    Exemplos:

    Nestas próximas semanas, estarão ocorrendo as inscrições para o concurso vestibular.

    No final desta semana, o Diretor de nossa Unidade irá a São Paulo.

    Este ano de 2002 está sendo marcado pela violência no Oriente Médio.


  • Esse e suas flexões referem-se a tempo recentemente decorrido.


    Exemplo:

    Ninguém esquecerá os acontecimentos desse trágico 21 de setembro.


         
  • Aquele e suas flexões referem-se a um passado mais distante.

  • Exemplo:

    Falávamos daquele período em que as mulheres obtiveram o direito ao voto.


         Evidentemente, não há limites precisos para o uso de esse e aquele, sendo a última palavra sempre determinada pela adequação ao contexto.


    • No discurso:
         Quando bem utilizados, os demonstrativos são eficientes elementos de coesão entre o que se está falando e o que já se disse ou irá dizer adiante. Deve-se utilizar este e suas flexões em dois casos: para adiantar o que se vai dizer ou para remeter a algo recém dito, quando esse já-dito comportar mais de uma retomada.


    Exemplos:

    Nosso povo sofre com mutos problemas, dentre os quais estes: miséria, fome e ignorância.

    Admiração, respeito, amizade? Talvez, pensava ela, este (último) seja o mais importante e perene dos sentimentos.


         Outra situação importante ocorre quando queremos retomar por demonstrativos mais de um elemento já mencionado.


    Exemplo:

    O velho, o índio e o negro são discriminados por motivos diversos: aquele, por ser improdutivo para a sociedade de consumo; esse, por ser considerado atrasado e preguiçoso; este, por não se ter libertado, ainda, do estigma da escravidão.


         Quando se quer retomar apenas dois elementos, elimina-se a forma intermediária esse.


    Exemplo:

    As crianças da classe média têm um futuro mais promissor do que os filhos de pais das classes menos favorecidas, porque àquelas se dão oportunidades que se negam a estes.


         Veja a ilustração para esses dois últimos casos:



    1. Emprego de este, esse e aquele em relação a três termos




    Este: indica o que se referiu por último.
    Esse: se refere ao penúltimo.
    Aquele: indica o que se mencionou em primeiro lugar.


    2. Emprego de este e aquele em relação a dois termos citados anteriormente



    Este: indica o que se referiu por último.
    Aquele: indica o que se referiu em primeiro lugar.



    2. Mesmo, próprio e suas flexões


         Observe as frases:

    (a) Ele mesmo digitará o texto final.

    (b) Eles mesmos digitarão o texto final.

    (c) Ele vai mesmo digitar o texto final?

    (d) Eles vão mesmo digitar o texto final?


         Por que será que na frase (b) a palavra mesmo é flexionada no plural e na frase (d) não? A resposta é lógica, e encontra-se na relação que esses termos estabelecem com outros elementos da frase. No caso de (a) e (b), mesmo/s se refere a ele/s, podendo ser substituído por próprio/s; no caso de (c) e (d), mesmo se refere a vai digitar , podendo ser substituído por realmente. Se quiser ir adiante, saiba que mesmo e próprio, no primeiro caso, são pronomes e, como tal, acompanham a flexão do nome; no segundo caso, mesmo é advérbio, e como todos os advérbios são invariáveis.


    terça-feira, 15 de maio de 2012

    Orações Subordinadas Adjetivas - 9º ano - Aula Programada Exercícios sobre a Tirinha

    No intuito de compreender melhor sobre o referido assunto, é essencial que entendamos sobre os aspectos referentes ao conceito de todo e qualquer termo.

    Por que orações subordinadas?

    As mesmas conceituam-se como tal, em função da relação de dependência estabelecida entre a primeira e a segunda oração.

    Observe:

    Desde que chegamos, não cessaram as visitas.

    Analisando o sentido do enunciado linguístico presente nas mesmas, obtemos:

    Desde que chegamos – A oração torna-se sem sentido quando dita aleatoriamente.

    Já em: Não cessaram as visitas A oração por si só possui requisitos essenciais para que seja dotada de sentido.

    Desta forma, o termo “subordinação” retrata a dependência de sentido que a primeira oração tem com a segunda.

    Quanto ao termo “adjetivas”, o mesmo decorre pelo fato de as orações desempenharem a função de adjetivos. Perceba:

    O menino que estava alegre ganhou um brinquedo.

    Notamos que “alegre” é uma característica referente ao substantivo menino.

    De acordo com a classificação, as subordinadas adjetivas subdividem-se em: Restritivas e Explicativas.

    Uma análise mais detalhada facilitará bastante a compreensão. Por isso, atente-se para as orações a seguir:

    Os cães que são peludos necessitam de um cuidado maior - Oração subordinada adjetiva restritiva.

    Inicialmente, devemos entender que “cães” fazem parte de um conjunto complexo que é representado por animais quadrúpedes, mamíferos, carnívoros, entre outros.

    Porém, o adjetivo peludo representa somente uma subclasse desses animais, pois existem raças que não são peludas. Daí o conceito de restritivas, uma vez que restringe somente a uma determinada raça.

    São Paulo, que é a maior metrópole brasileira, apresenta vários problemas sociais.

    Notamos que o termo disposto entre vírgulas representa uma verdade universal, isto é, faz parte de um conhecimento comum a todas as pessoas. Portanto, o mesmo representa uma informação mais detalhada sobre a cidade de São Paulo. Daí a denominação de explicativas.

    Analisemos outro exemplo:

    Santos Dumont, que foi o inventor do 14 Bis, tornou-se um marco na nossa história.

    Fato semelhante ocorre nesta oração, uma vez a expressão grafada entre vírgulas caracteriza a subordinada explicativa.

    Portanto, partindo deste pressuposto, é possível que não tenhamos mais dúvidas em classificá-las corretamente.

    Por Vânia DuarteGraduada em LetrasEquipe Brasil Escola  Fonte

    1.  A resposta dada a Honi – filha de Hagar e Helga – no primeiro quadrinho, é um período composto.
    a. Identifique suas orações que compõem o período.
    b.  Que termo da primeira oração é retomado na segunda pelo pronome relativo?
    c. Houve a elipse do  pronome relativo no início da segunda e da terceira oração subordinada. Reescreva o período, acrescentando o pronome relativo para introduzir essas orações.
    d. Observe as orações introduzidas pelo pronome relativo e responda: houve especificação ou generalização do termo antecedente ao pronome. Explique.
    e.Classifique as orações introduzidas pelo pronome relativo.
    2. Observe a resposta de Helga no segundo quadrinho e responda:  para Helga, o homem perfeito existe? Explique.
    Pronome Relativo

    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

    Dúvidas Gramaticais

    1ª) Concordância com PERCENTAGENS

    Situação 1 – Sem especificador, o verbo deve concordar com a percentagem”:
    “1% FOI DESCONTADO.”
    “2% FORAM DESCONTADOS.”
    Situação 2 – Com especificador singular, o verbo pode concordar com o
    especificador singular:
    “2% da população VOTOU(ou VOTARAM).”
    “Trinta por cento da fazenda SERÁ OCUPADA (ou SERÃO OCUPADOS).”
    “Vinte por cento da água ESTÁ CONTAMINADA (ou ESTÃO CONTAMINADOS).”
    Situação 3 – Com especificador plural, o verbo pode concordar com o número ou com o especificador:
    “Em torno de 1% dos viciados MORRE (ou MORREM) a cada ano.”
    “Quase 90% dos empresários ACHAM que o risco de fraude é
    maior.”
    Situação 4 – Quando o percentual é antecedido por um determinante, a
    concordância é feita com esse determinante:
    “Esses 30% da fazenda SERÃO OCUPADOS.”
    “Os restantes 15% da produção VÃO SER ARMAZENADOS.”

    2ª) MESMO ou MESMA?

    a)    MESMO, no sentido de “próprio”, é pronome e deve concordar:
    “Adriana prefere os sucos que ela MESMA faz.” (=ela própria)
    “Nós MESMOS resolvemos o caso.” (=nós próprios)
    “As meninas feriram a si MESMAS.”
    b)    MESMO, no sentido de “até, inclusive”, é invariável:
    “MESMO a diretoria não resolveu o problema.” (=até a diretoria)
    “MESMO os professores erraram aquela questão.” (=inclusive os professores)
    3ª) MENOS ou MENAS?

    Menas não existe. Use sempre MENOS:
    “Vieram MENOS pessoas que o esperado.”
    “Isso é de MENOS importância.”
    4ª) “Fez tudo À MÃO ou A MÃO”?

    Houve época em que eu afirmava que à mão não teria o acento da crase se apresentasse a ideia de “instrumento”. Confesso que sempre pensei assim:
    “Se escrevo a lápis (= masculino), também escrevo a caneta (= feminino)”;
    “Se o carro é a álcool (= masculino), será também a gasolina (= feminino)”;
    “Se matou a tiros (=masculino), também matou a bala (=feminino)”.




    Fonte: G1

    quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

    Dúvidas Gramaticais = Chego ou Chegado?

    “E o dinheiro nunca chegou aonde deveria ter chego.


    A frase, dita por uma apresentadora de TV, referia-se à extinta CPMF (contribuição provisória sobre movimentação financeira), prestes a ressuscitar com o nome de CSS (contribuição social para a saúde).
    O telespectador atento observou que o particípio passado do verbo “chegar” foi empregado de forma equivocada. Algo ou alguém deveria ter chegado. “Chego” é apenas a forma de primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo “chegar”. Assim: “Chego cedo ao trabalho todos os dias”.

    A confusão é fruto da abundância que ocorre com vários verbos no particípio: entregado/ entregue, aceitado/ aceito, anexado/ anexo etc. Segundo a tradição da língua, as formas irregulares (reduzidas) empregam-se com os auxiliares “ser” e “estar” (na voz passiva), e as regulares, com os auxiliares “ter” e “haver” (tempos compostos). Assim: “Ele tinha aceitado o convite”, “O convite foi aceito por ele”. 


    O verbo “chegar”, entretanto, não é abundante. Apresenta apenas uma forma de particípio: “chegado”. 

    a) Eu tinha chego atrasada. (Errado)
    b) Eu tinha chegado atrasada. (Certo)



    quinta-feira, 5 de maio de 2011

    Dificuldades da Língua em Uso - Fonologia 2ºBimestre

    "pobrema" e "renegerar"






    Muitas pessoas no Brasil dizem "pobrema". A pronúncia oficial, no entanto, deve ser sempre como se grafa a palavra: pro-ble-ma.
    Há um comercial de televisão com uma atriz muito conhecida. Em certa altura de sua fala, ocorre uma troca de sílabas, nem sempre perceptível:
    Se a vaca pudesse escolher um hidratante
    pra proteger o couro dela, era Tom Bom.
    Ela ia falar assim, ó: ‘Tooom Booom’.
    Tom Bom é um creme que penetra e renegera cada fibra,
    deixando o couro vivo, macio, doidinho pra brilhar...
    A atriz Denise Fraga, que fez o comercial, relatou que foi preciso convencer o pessoal da agência de publicidade para a qual fez o comercial a aceitar renegera no lugar de regenera. O resultado ficou delicado e interessante.
    A ciência que se ocupa desses desvios de pronúncia é a fonoaudiologia. Em depoimento ao programa, a fonoaudióloga Sandra Pela fala a respeito do assunto:
    "Para a produção efetiva dos sons da fala, algumas estruturas são necessárias. O ar vem dos pulmões, passa pela laringe e produz som nas pregas vocais. Esse som é então modificado no trato vocal ou na caixa de ressonância. O trato vocal é que dá a característica específica de cada som.

    Por exemplo: se o ar sai mais pelo nariz do que pela boca, temos os sons nasais, como na pronúncia das letras ‘
    m’ e ‘n’. Se o som é produzido durante o fechamento dos lábios, temos os sons das letras ‘p’ e ‘b’.
    Quando esse mecanismo da fala está alterado, temos um fenômeno que é conhecido, atualmente, como dislalia ou distúrbio articulatório. Antigamente era chamado de rotacismo.
    No caso das crianças, o problema pode ser decorrência de um atraso no desenvolvimento e de alterações na habilidade motora ou no comando do sistema nervoso central. No caso dos adultos, podemos pensar em trocas articulatórias dos fonemas - como falar ‘Cráudia’ em lugar de ‘Cláudia’, ou de sílabas, como no caso do comercial mencionado. A pessoa faz essa alteração muitas vezes em decorrência do seu meio cultura".
    Como vimos, o problema tem explicação científica e há solução para ele. A pessoa pode fazer um tratamento para aprender a empostar a voz, a pronunciar melhor as palavras. O importante é que ninguém seja discriminado por isso. 



    sexta-feira, 22 de abril de 2011

    Dificuldades Gramaticais

    "Quis" ou "quiz"?

    A terminação das palavras "feliz" e "quis", do verbo "querer", tem som de "is". Mas a grafia não é a mesma numa e noutra palavra. Vejamos um exemplo tomado à canção "Bem que se quis", de Marisa Monte.
    Bem que se quis
    depois de tudo ainda ser feliz
    mas já não há caminhos pra voltar.
    E o que é que a vida fez da nossa vida?
    O que é que a gente não faz por amor?
    Essa música é italiana, de um napolitano chamado Pino Daniele, e foi vertida para o português por Nelson Motta. Diz a letra:
    Bem que se quis depois de tudo ainda ser feliz...
    "Quis" e "feliz" rimam entre si, mas "quis" se escreve com "s", e "feliz", com "z". "Quis" é forma do verbo "querer". Quando você conjugar o verbo "querer", simplesmente aposente a letra "z".
    O verbo querer apresenta todas as formas grafadas com a letra "s".
    quis
    quisemos
    quiseram
    quisesse
    quiséssemos
    quisessem
    quiser
    quisermos
    quiserem
    Como se pode notar, em nenhuma das formas acima, pertencentes a modos e tempos verbais distintos, aparece a letra "z". 

    Fonte

    quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

    Uso da Vírgula




    Estando a oração em ordem direta (seus termos se sucedem na seguinte progressão: sujeito → verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto adverbial), isto é, sem inversões ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo geral, desnecessário. Assim:

    1. Não se usa vírgula:

    Não se usa vírgula separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:


    a) entre sujeito e predicado.
    Todos os alunos da sala    foram advertidos.
                 Sujeito                            predicado
    b) entre o verbo e seus objetos.
    O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.
                       V.T.D.I.              O.D.                             O.I.
    Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal.


    2. Usa-se a vírgula:

    Para marcar intercalação:

    a) do adjunto adverbial: O café, devido à sua abundância, vem caindo de preço.

    b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, t
    odavia, quantidades de alimentos.

    c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não querem abrir mão de suas
    vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.

    Para marcar inversão:

    a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.

    b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo:
    Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.

    c) do nome de lugar anteposto às datas:
    Recife, 15 de maio de 1982.

    Usa-se vírgula para separar entre si elementos coordenados (dispostos em enumeração):

    Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
    A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.

    Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:


    Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.


    Usa-se a vírgula para isolar:


    - o aposto:

    São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.

    - o vocativo:

    Ora, Thiago, não diga bobagem.





    Por Marina Cabral
    Especialista
    em Língua Portuguesa e Literatura
    Equipe Brasil Escola

    Dificuldades da Língua em Uso

    "À medida que" ou "à medida em que"?
    Diz-se "à medida que" ou "à medida em que"?
     

    Aqui, não se trata do "a" sem acento, como na frase "A medida que ele tomou é drástica". Não é esse o caso. O que estamos discutindo é a locução conjuntiva "à medida que", a qual alguns preferem, erroneamente, substituir por "a medida em que". A forma correta é "à medida que".

    Apenas um lembrete: "locução conjuntiva" é todo grupo de palavras que relaciona duas ou mais orações ou dois ou mais termos de natureza semelhante.
    À proporção que chovia...
    "À medida que" significa o mesmo que "à proporção que".
    À medida que o mês corre, o bolso esvazia.
    Trata-se de uma locução conjuntiva com valor de proporção, introduzindo orações subordinadas adverbiais de proporção.
    Há ainda a locução "na medida em que", que vem sendo usada na imprensa e em muitos textos com valor causal.
    O governo não conseguiu resolver o problema
    na medida em que não enfrentou suas verdadeiras causas.
    Ou seja,
    O governo não conseguiu resolver o problema
    porque não enfrentou suas verdadeiras causas.
    Alguns condenam o uso de "na medida em que" argumentando que não há registro histórico dessa forma na língua. Mas o fato é que essa construção já se tornou rotina, mesmo entre excelentes escritores.
    O que não é aceitável sob hipótese alguma é escrever "à medida em que".

    Fonte: Tv Cultura

    quarta-feira, 3 de novembro de 2010

    Dificuldades da Língua em Uso : Presidente ou Presidenta?

    Presidente ou Presidenta? Polêmica, agora, é como o brasileiro vai chamar sua superpoderosa

    Chamar presidenta fortalece a luta feminista porque sinaliza logo tratar-se de uma mulher?




    Paulo  Leandro|Redação CORREIO
    paulo.leandro@redebahia.com.br

    Imagina uma cena assim.
    - Presidente, presidente, como vai a senhora?
    - Presidente uma conversa. Me respeite que eu sou é presidenta. Presidentaaa, entendeu bem? Presidenta!
    Este suposto carão de Dilma é só um exercício de fantasia. Mas bem que poderia ilustrar a encruzilhada sociolinguística que sucedeu a eleição de Dilma Rousseff  presidente do Brasil. Ou presidenta. 
    A questão pode parecer irrelevante, pois à primeira vista, tanto faz chamar de um ou de outro jeito. Mas ela traz em seu rastro inquietações decisivas para os próximos quatro anos. A escolha por uma ou outra opção gera resultados bem diferentes. Do ponto de vista da norma culta, os dicionários Aurélio e Houaiss já recomendam o uso de presidenta como feminino de presidente ou para a mulher do presidente, mas o debate não se esgota aí.
    Chamar presidenta fortalece a luta feminista porque sinaliza logo tratar-se de uma mulher? Presidente, como o CORREIO prefere, é melhor que presidenta para os ouvidos e leitores sensíveis? Dá pra chegar a uma conclusão ou cada um faz sua escolha?

    A pedagoga e professora de português, Maria Cristina Vidal, prefere a opção mais fácil de entender. Estabelecida no ramo de suporte pedagógico, a antiga “banca” ou “reforço escolar”, ela ensina a seus alunos escreverem “a presidente” porque “a presidenta não soa bem”.
    Cristina compara: “gerenta também existe, mas ninguém chama assim desse jeito. No Exército, não tem soldada, nem capitã... é muito feio!”.
    A pró segue os ensinamentos do professor Adalberto J. Kaspary, que vai buscar na  Academia das Ciências de Lisboa, a fonte para defender o uso da palavra comum a homem e mulher: presidente. Segundo a interpretação de Kaspary, “presidenta” pode tornar-se pejorativo, principalmente se ela fracassar.
    Chamar de chefa e parenta também ficou meio baixo-astral em contextos específicos de desvalorização da mulher.
    Ellen Gracie Northfleet, a primeira mulher a presidir o Supremo Tribunal Federal, se diz presidente, que é mais formal, como pede o cargo. A acadêmica Nélida Piñon seguiu esta trilha, ao apresentar-se como “a primeira presidente” da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim é a presidente do Flamengo e não presidenta.
    O famoso professor Pasquale Cipro Neto se escala no time que prefere chamar “presidente Dilma”. Em uma de suas aparições em programas de TV sobre língua portuguesa, aproveitou o momento político para decretar: normalmente as palavras que terminam ‘nte’ não têm variação. “O que identifica o gênero é o artigo que o precede, como o gerente, a gerente, o pedinte, a pedinte”. 
    A professora baiana, filha de pais russos, Nadegda Kochergin, pede licença para discordar do mestre Pasquale: “Presidenta é melhor porque deixa claro ser uma mulher e a questão de gênero, agora para o Brasil, vai tomar um novo fôlego”.  É assim, “presidenta Dilma” que o Kumon, estabelecimento onde a professora Nadegda trabalha, com 25 unidades em Salvador e Região Metropolitana, vai recomendar a seus 2,6 mil alunos.
    Na campanha, o PT divulgou “candidata a presidenta”. Se for dado a Dilma o direito de decidir como prefere, é muito provável que ela determine ser chamada  “presidenta”. 
    Antes, a forma feminina se estabeleceu em professora, doutora e juíza, que também soaram estranho nos primeiros anos, mas depois foram assimilados no falar cotidiano dos brasileiros.






    Fonte: Correio

    sábado, 23 de outubro de 2010

    Dificuldades da LínguA em uso : Pego ou Pegado?

    Ele foi PEGO ou PEGADO em flagrante?

    Existem alguns verbos que nos deixam de cabelo em pé: GANHO ou GANHADO, GASTO ou GASTADO, PAGO ou PAGADO, PEGO ou PEGADO?
    Alguns gramáticos defendem o uso exclusivo das formas clássicas: GANHADO, GASTADO, PAGADO e PEGADO. Outros preferem o uso exclusivo daquelas formas que o brasileiro consagrou: GANHO, GASTO, PAGO e PEGO.
    Há ainda os moderados. São aqueles que aceitam as duas formas de acordo com a regra dos particípios abundantes:
    Após os verbos TER ou HAVER, devemos usar a forma
    clássica: tinha aceitado, havia suspendido, tinha ganhado, havia gastado, tinha pagado;


    Após os verbos SER ou ESTAR, usamos a forma irregular: foi
    aceito, estava suspenso, fora ganho, era gasto, será pago.
      

    A forma PEGADO estará sempre correta, mas a forma PEGO está consagradíssima: “Ele tinha PEGADO os documentos” e “Ele foi PEGO em flagrante”.


    ATENÇÃO:

    Inaceitáveis ainda são as tais histórias de “ele tinha chego” e “ele tinha trago”. 

    Nesse caso, no padrão culto da língua portuguesa, as formas clássicas estão preservadas: “ele tinha chegado” e “ele tinha trazido”.

    Fonte: G1

    segunda-feira, 13 de setembro de 2010

    Dúvidas Gramaticais - "toda- poderosa" ou "todo-poderosa"?

    Qual é o feminino de todo-poderoso?

    Por Thaís Nicoleti     Fonte:Uol

    “Dilma é descrita pela imprensa búlgara como ‘dama de ferro’, ‘Margaret Thatcher brasileira’ e ‘toda-poderosa do governo Lula’.”
    O feminino de “todo-poderoso” é “todo-poderosa”, sem a flexão do primeiro elemento. À primeira vista, isso pode parecer estranho a muitos usuários do idioma, pois estamos acostumados a flexionar o pronome indefinido “todo”, cujo feminino é “toda”. Assim: todos os homens e todas as mulheres, todo o dia e toda a tarde.
    O caso em questão, porém, é de outra natureza: todo-poderoso é um substantivo (e também um adjetivo) composto, cujo primeiro elemento é o pronome indefinido “todo” e cujo segundo elemento é o adjetivo “poderoso”. Convém notar que agora “todo” está ligado a um adjetivo, não a um substantivo. Nessa situação, tem valor não de pronome indefinido, mas de advérbio de intensidade (equivalente a “inteiramente”), motivo pelo qual é um termo invariável (não tem feminino nem plural).
    Conforme registra o “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, o feminino de “todo-poderoso” é “todo-poderosa” e as formas de plural são “todo-poderosos” e “todo-poderosas”.
    De acordo com esse princípio, uma construção como “Ele é todo ouvidos” teria como equivalente feminino “Ela é todo ouvidos”. Segundo Evanildo Bechara, porém, é aceitável a construção “Ela é toda ouvidos”, em que ocorre concordância por atração.
    Abaixo, o trecho corrigido:
    Dilma é descrita pela imprensa búlgara como “dama de ferro”, “Margaret Thatcher brasileira” e “todo-poderosa do governo Lula”.
     

    terça-feira, 1 de junho de 2010

    Dúvidas Gramaticais - Verbo Vir e Ver

    Verbos Ver e Vir

    Conjugação dos Verbos Ver e Vir

    Verbo ver:
    eles viram – am = vir
    Quando eu vir/ Se eu vir
    Quando nós virmos Maria, diremos que você lhe mandou lembranças.

    Verbo vir:
    eles vieram – am = vier
    Quando eu vier/ Se eu vier
    Se vocês vierem passar o Natal aqui, tragam também sua sobrinha.

    Observe os exemplos:

    a) Quando você vir o que ela fez, tomará as providências necessárias! (verbo ver)
    b) Quando você vier e souber o que ela fez, tomará as providências necessárias! (verbo vir)

    Há sempre muitos equívocos, principalmente quanto à primeira oração, pois é muito comum ouvirmos “quando você vir aqui em casa”, por exemplo!

    Toda dúvida está na conjugação dos verbos “ver” e “vir” no futuro do subjuntivo:

    • O verbo ver é precedido da partícula “se” ou “quando” e tem terminação em “ir” na primeira pessoa: quando eu vir, quando tu vires, quando ele/ela vir, quando nós virmos, quando vós virdes, quando eles/elas virem.
    • O verbo vir, também precedido por “se” ou “quando”, é caracterizado pelo acréscimo da vogal “e”: quando eu vier, quando tu vieres, quando ele/ela vier, quando nós viermos, quando vós vierdes, quando eles/elas vierem.


    Outra imprecisão está na conjugação destes verbos no presente do indicativo (vir-> vimos) e no pretérito perfeito do indicativo (ver-> vimos):

    a) Nós vimos porque queríamos lhe dar os parabéns! (vir)
    b) Nós vimos quando você entrou na festa ontem! (ver)

    Portanto, para não haver suspeitas, é importante verificar o uso correto de “ver” e “vir”, principalmente destes dois casos apontados acima:

    Veja outros exemplos:

    1. Se eles vierem/virem, diga a eles que não irei demorar! (verbo vir)
    2. Saberemos se é verdade, se virmos/vermos a notificação assinada! (verbo ver)
    3. Quando ele vir/ver seu boletim, vai ter muito orgulho! (verbo ver)
    4. Vamos decidir para onde iremos, quando eles vierem/ virem da escola! (verbo vir)

    Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/gramatica/ver-ou-vir.htm

    sexta-feira, 19 de março de 2010

    Dúvidas Gramaticais

    “ A Skol desce redondo” ou “ A Skol desce redonda”?

    Parece-nos uma velha discussão de roda de bar, sendo que alguns irão defender que o correto seria “ A Skol desce redondo” e outros talvez se exaltem um pouco mais, conforme a taxa de álcool no sangue e esbravejem um pouco mais alto dizendo que na verdade, o óbvio seria “A Skol desce redonda”, claro pois faríamos alusão à palavra Skol. Bem! Vamos lá. As palavras são como nós, seres humanos, algumas se relacionam com um determinado grupo social por se assemelharem, por terem afinidade. 
    Na Língua Portuguesa há as Classes Gramaticais (substantivo, adjetivo, numeral, pronome, artigo, verbo, preposição, conjunção, interjeição e advérbio), dentre essas classes gramaticais, uma nos chama a atenção o Advérbio. O advérbio é uma classe gramatical que ser relaciona com o verbo, adjetivo e o próprio advérbio. O jamaicano Usain Bolt corre rápido. ( o advérbio de modo “rápido” intensifica a ação de “correr”) As mulheres de Copacabana são muito especiais.(o advérbio de intensidade “muito” intensifica o adjetivo “especial”. O jamaicano Usain Bolt corre muito rápido.( o advérbio de intensidade “muito” intensifica o adérbio de modo “rápido”) Se é assim, vamos interpretar a frase: A Skol desce redondo Art. Subst. v.i adv.modo. O advérbio de modo “redondo” modifica o ato de descer, nao o substantivo “Skol. Dica: o advérbio não pode modificar um substantivo. Portanto, para que não haja mais dúvida, o correto é “A Skol desce redondo”, isto é, A Skol desce redondamente, fazendo um movimento redondo. Observe como o Cespe cobrou no concurso UnB/CESPE – TST Técnico Judiciário – Área: Administrativa Texto: “(...)A questão maior é saber como colocar em prática essas belezas, num momento em que as lutas sociais sofrem o assédio cada vez mais agressivo da globalização e as próprias barreiras ideológicas caem por terra.” Pergunta: O adjetivo “agressivo” está empregado com valor de advérbio e corresponde, dessa forma, a agressivamente.  A questão é falsa, porque “agressivo” não tem valor de advérbio, trata-se apenas de um adjetivo qualificando o assédio que é um substantivo. Lembre-se o advérbio não pode modificar um substantivo.

    Fonte:

    http://www.institutomarcondesjunior.com.br/artigos.php?cod=4#

    terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

    DIFICULDADES DA LÍNGUA EM USO

    EMBAIXO / EM CIMA

    Cuidado com a grafia destas palavras: embaixo temos uma única palavra, já o seu
    antônimo em cima deve ser grafado separado.

    (AO) ENCONTRO / (DE) ENCONTRO

    “Ao encontro de” e “de encontro a”, são locuções antônimas. A locução ao encontro
    de exprime conformidade, situação favorável.
    Ex. Ele veio ao encontro dos meus desejos (=satisfez os meus desejos).
    Já a locução de encontro a exprime oposição, choque;
    Ex. Ele veio de encontro aos meus desejos (=contrariou os meus desejos).
    ESTADOS UNIDOS
    Quando o sujeito é um nome que só se usa no plural (Estados Unidos, Minas Gerais,
    Alagoas, férias, etc.) e não vem precedido de artigo, o verbo fica no singular. Caso
    venha antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.
    Exs. “Alagoas possui lindas paisagens”. Ou: “As Alagoas possuem lindas paisagens”.
    “Férias faz bem”. Ou: “As férias fazem bem”.
    “Os Estados Unidos enviaram poderoso reforço”. / “O Amazonas fica longe”.

    ESTRESSE / ESTRESS

    Palavra originária do inglês stress já devidamente aportuguesada, portando prefira
    sempre a grafia estresse.
    Veja que da forma aportuguesada obtemos as formas derivadas: estressado, estressante,
    etc.

    FÉRIAS


    Entrar de ou em férias.
    Tanto faz. É um caso facultativo.
    Você pode “entrar de férias ou em férias”, “ficar de férias ou em férias”, “sair de férias
    ou em férias”.
    FLUÍDO / FLUIDO
    A palavra fluido, empregada como substantivo (“corpo grosso”) ou como adjetivo
    (“característica de certas substâncias líquidas ou grossas”), não tem acento. Já a palavra
    fluído, particípio passado do verbo fluir (c”correr”, “provir”, “derivar”), recebe acento
    agudo no i, que forma hiato.

    FACE

    A locução face a (às vezes mutilada, restando o simples vocábulo face), cujo emprego
    aumentou acentuadamente de uns anos para cá, é uma construção estranha à língua
    portuguesa.
    A forma certa è em face de.
    INVÉS / EM VEZ
    Ao invés de significa “ao contrário de”.
    Ex. Ao invés do que previu a meteorologia, choveu muito ontem.
    Não confunda com em vez de, que quer dizer “no lugar de”.
    Ex. Em vez de jogar basquete, preferimos ver o vídeo do casamento do Carlos.

    GRAFIA DE SIGLAS

    O uso de maiúsculas e minúsculas em siglas, observa estes critérios:
    As siglas formadas por até três letras são grafadas em maiúsculas
    PL, CBD, ONU, OAB, etc.
    Nos casos de siglas com mais de três letras usamos inicial maiúscula e as letras
    seguintes, minúsculas.
    Sunab, Unesco, Telebrás, etc.
    Mas as siglas formadas por mais de três letras que não puderem ser pronunciadas como
    uma palavra, também serão escritas só com maiúsculas.
    PSDB, INSS, etc.

    HAJA VISTA

    A expressão haja vista é invariável: haja vista o Brasil, que vai se recuperando da
    economia; haja vista as proporções do nosso crescimento populacional. Finalmente, há a
    forma haja vista a (Haja vista a estes magníficos exemplos) e ainda há quem faça
    concordância do verbo haver com o elemento que vem depois de vista: Hajam vista as
    dimensões do Brasil.
    Mas, repita-se: a mais usada é a forma invariável haja vista.

    MAU / MAL

    Ela em geral acorda de mau humor.
    O contrário de bom é mau; o contrário de bem é mal.
    Então, se diz bom humor, deve-se dizer mau humor.
    Mau é um adjetivo. Sempre modifica um substantivo.
    Ex. Ele não é mau aluno, mas sempre teve maus professores.
    Já a palavra mal pode ocorrer como:
    Substantivo: Isto é um mal necessário.
    Advérbio: Eles cantam muito mal.
    Conjunção: Mal cheguei, vi que ela estava triste.
    Prefixo: As mal-amadas sempre são malcriadas.

    MEU VER

    Atenção: nessa locução não ocorre artigo. Portanto é a meu ver, e não ao meu ver.

    MENOR / DE MENOR

    Expressão popular largamente utilizada que significa “de menor de idade”, que ainda
    não atingiu a maioridade”. No padrão culto, deve-se utilizar a forma “menor de idade”.
    O mesmo vale para o antônimo de “maior”.
    Exs. Ser menor de idade. Ser maior de idade. Em vez de: Ser de menor. Ser de maior.

    NÍVEL


    A nível de é um modismo que quase virou um abuso, podemos dizer. Evite-o. Em vez
    de: “Trata-se de uma portaria a nível de ministério”, diga simplesmente: Trata-se de
    uma portaria de ministério (ou ministerial).
    Existe, porém, a expressão ao nível, que significa “a mesma altura”.
    Ex. Santos está ao nível do mar.
    ÓCULOS
    Quando significa lentes usadas em frente dos olhos, encaixadas em uma armação, o
    substantivo óculos só se usa no plural: os óculos, meus óculos, etc.
    É inadmissível dizer: um óculos.
    (Desejando-se usar o singular, talvez fosse aconselhável a expressão par de óculos; meu
    par de óculos; este par de óculos; etc.)

    A PAR / AO PAR

    A par = estar ciente.
    Ex. “Ele está a par de tudo”
    Ao par = título ou moeda de valor idêntico:
    Ex. “O câmbio está ao par”
    PERDA / PERCA
    Nunca se esqueça que perda é substantivo e perca é verbo.
    Evite a perda de tempo para que você não perca dinheiro.
    Não é correto dizer “perda a esperança”, nem reclamar das percas salariais.
    Diga: - Perca a esperança... / - Perdas salariais...
    (A) PRINCÍPIO / (EM) PRINCÍPIO
    (B) A PRINCÍPIO SIGNIFICA “INICIALMENTE”, “ANTES DE MAIS NADA”.


    PORQUE / POR QUE


    Juntar as duas palavras – por e que – ou mantê-las separadas é matéria controvertida. A
    melhor norma prática a se seguir é esta: só juntar os dois elementos num único caso –
    quando se tratar de uma resposta ou de uma explicação; nos demais casos constituem a
    grande maioria, separar os dois elementos.
    Exs. Não fui ao cinema porque estava sem dinheiro; Não posso casar porque estou
    desempregado; Reagi à ofensa porque não sou covarde; Já sei por que fui reprovado; foi
    porque não estava preparado.

    Veja a seguir as quatro grafias e seus empregos:
    1) Por que

    Usa-se para fazer uma pergunta, direta ou indireta.
    Exs. Por que você não me esperou? (pergunta direta)
    Quero saber por que você não me esperou. (pergunta indireta)
    Emprega-se, também, para substituir pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais,
    por qual, por quais.
    Exs. As dificuldades por que passei... (= pelas quais)
    Ignoro por que razões ela fez isso. (= por quais)

    2) Por quê

    É também interrogativo e se emprega sempre que vier imediatamente seguido do sinal
    de interrogação (na interrogação direta), ou de ponto final (na interrogação indireta).

    3) Porque

    É empregado para dar uma resposta ou explicação.

    Exs. Por que você não me chamou?
    Não o chamei porque você estava ao telefone.
    Não comprei a casa porque ela é muito pequena.
    Deixem-me ir agora, porque já estou atrasado.

    4) Porquê

    Trata-se de um substantivo, sinônimo de “causa”, “razão”,“motivo”. É por isso que vem precedido de artigo, o, os ou um.

    Exs. As crianças querem saber o porquê de tudo.
    Tudo na vida tem um porquê, a ciência procura os porquês dos fenômenos.