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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Como Estudar para uma prova

Como estudar para provas





Confira abaixo as 6 dicas:
Mude de Ambiente
1ª – Associamos o conteúdo com o ambiente de estudo. Pense: é mais fácil se lembrar do que você come em restaurantes diferentes do que no mesmo refeitório. Forçar associações 1ª Guerra-sala/ 2ª Guerra-cozinha) torna a informação mais encontrável quando você precisar dela.
Misture assuntos
2ª – Uma sequência de gramática, matemática e história exige mais do cérebro do que se concentrar em um assunto por vez. Esse esforço é bom: em vez de engatar no piloto automático e não muito concentrado, trocar de assunto faz com que ele retome a atenção a cada assunto novo.
Dê uns tempos
3ª – Uma sessão na sexta, outra no fim de semana e outra na segunda são melhores do que um domingo inteiro de dedicação. Quando você retomar o mesmo assunto depois de um tempo, seu cérebro vai fazer uma revisão automática para então aprender coisas novas.
Force a memória
4ª – Tente se lembrar do conteúdo sem consulta. Recuperar uma ideia é diferente de tirar um livro da estante: lembrar altera a forma como a informação será arquivada, tornando-a mais acessível e relevante quando precisar dela novamente.
De mal a melhor
5ª – A ordem das matérias deve ser da mais difícil para a mais fácil, ou da menos familiar para a mais conhecida. O resultado é que a sessão de estudo vai se tornando menos chata conforme progride, prevenindo desistências.
Lazer incluído
6ª – Estudar pensando em diversão é tão ruim quanto não estudar. Inclua no seu planejamento prêmios por dever cumprido: Se você seguir sua programação, pode se dar ao luxo de uma sessão de cinema.
Aproveitem as dicas e bons estudos!

Fonte


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ENEM-Análise das Provas: Redação e Gramática - Literatura e Artes

Gabarito Preliminar e Tema da Redação

  O Ministério da Educação divulgou neste domingo (4) que o tema da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi "Movimento imigratório para o Brasil no século 21".
Para a professora Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora de geografia do cursinho Objetivo, de São Paulo, a escolha do tema foi muito boa. "É um tema bem atual", diz.
"O Brasil tem recebido muitos sul-americanos, como bolivianos, paraguaios, uruguaios e até argentinos, que chegam ao nosso país em busca de melhores condições de trabalho. Temos também uma grande presença de haitianos que começaram no Acre e em Manaus e hoje estão em São Paulo."
Cerca de 500 haitianos entraram no Acre entre Natal e Ano Novo, segundo Secretária de Justiça e Direitos Humanos do estado (Foto: Divulgação/Gleisson Miranda/Secom-Acre)A chegada dos haitianos ao Brasil é um assunto que o candidato pode abordar na redação, segundo a professora de geografia Vera Lúcia da Costa Antunes (Foto: Divulgação/Gleisson Miranda/Secom-Acre)
Veja os tema de redação nas edições do Enem
Ano Tema da redação
1998 Viver e aprender
1999 Cidadania e participação social
2000 Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional
2001 Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
2002 O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
2003 A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo
2004 Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
2005 O trabalho infantil na sociedade brasileira
2006 O poder de transformação da leitura
2007 O desafio de se conviver com as diferenças
2008 Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar
2009 O indivíduo frente à ética nacional
2010 O trabalho na construção da dignidade humana
2011 Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado
2012 Movimento imigratório para o Brasil no século 21
Segundo a professora, o estudante pode também mostrar a migração de pessoas altamente qualificadas para o Brasil que vêm junto com as grandes empresas. "A crise na Europa e nos Estados Unidos fez muita mão-de-obra brasileira voltar."
A redação do Enem exige do candidato o domínio da língua portuguesa, a compreensão do tema, a capacidade de organizar as ideias, a argumentação e a solução do aluno para o tema sugerido. Fugir ao tema é um dos motivos que pode levar os examinadores do Enem a dar nota zero para a redação do candidato.
A redação deve ser um texto dissertativo-argumentativo de no mínimo oito e no máximo 30 linhas. O tema da redação do Enem vem acompanhado pelo o que Ministério da Educação chama de "textos motivadores", que podem ser charges, quadrinhos, trechos de livros, notícias ou outros tipos de texto para fazer o estudante refletir e ajudá-lo na produção da redação. Segundo o manual da redação divulgado pelo Inep, o título é um elemento opcional na produção da sua redação.
O G1 ouviu os professores de redação e português do site Descomplica, Rafael Cunha, e Miguel Veloso de Araújo, do cursinho pré-vestibular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para falar sobre como deve ser uma boa redação no Enem.
Confira:
Aumenta as chances de uma boa nota:
- Cumprir as cinco competências exigidas pelo MEC (veja abaixo);
- Ler com bastante atenção o tema proposto e as orientações;
- Fundamentar opinião com explicações e argumentos;
- Marcar as palavras ou fragmentos que indicam o posicionamento dos autores nos textos motivadores e refletir;
- Estar por dentro das atualidades;
- Prestar atenção na pontuação que também é avaliada.
Dá nota zero:
- Fugir do tema;
- Entregar a folha em branco ou escrever sete linhas ou menos;
- Copiar textos trazidos na prova para subsidiar o tema;
- Usar palavrões ou desenhos;
- Desrespeitar os direitos humanos.
Outras dicas:
- Capriche na letra, se ela não estiver legível, a correção fica comprometida;
- O uso do lápis não é permitido, nem mesmo na redação;
- Apesar do título ser facultativo e não contar pontos, se for bem feito pode ajudar a causar um bom impacto junto aos avaliadores;
- Não tente enganar a banca e aumentar a letra ou o espaçamento entre as palavras para ganhar mais linhas no texto.

As competênciasNo ano passado, os candidatos tiveram de desenvolver uma dissertação sobre o tema “Viver em rede no século 21: os limites entre o público o privado”. O MEC divulgou no Guia do Participante algumas redações que tiveram a nota máxima, 1.000, pois cumpriram as exigências relativas às cinco competências. São elas:
1ª competência Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita
2ª competência Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo
3ª competência Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista
4ª competência Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação
5ª competência Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos
Fonte: Inep/MEC
Mudanças na correção
A partir deste ano, a redação será corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final é composta de cinco notas, que avaliam competências específicas do candidato.
A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 200 pontos ou mais na nota final atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1.000), ou de 80 pontos ou mais em pelo menos uma das competências, a redação passará por um terceiro corretor, em um mecanismo que o Inep chama de "recurso de oficio".
Se a discrepância persistir, uma banca certificadora composta por três avaliadores examinará a prova. Os candidatos poderão solicitar vistas da correção, porém não poderão pedir a revisão da nota.
Os resultados
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no site http://www.inep.gov.br/enem no dia 7 de novembro. Os candidatos poderão acessar os resultados individuais do Enem 2012 a partir de 28 de dezembro, mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no endereço eletrônico http://sistemasenem2.inep.gov.br/.

Fonte: G1

Análise da Prova de Literatura e Artes


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Arte Africana

                           Pintores Africanos

 Gerry Baptist

 Charlotte Derain

Isabelle Le Roux 

Patrícia Thiers

Gèraldine Bandiziol 

Bernard Hoyes 

Debbie Cooper 

Alfred Gockel 

Wolfgang Otto
 
 




A arte africana é um conjunto de manifestações artísticas produzidas pelos povos da África subsaariana ao longo da história.
História e características da arte africana

O continente africano acolhe uma grande variedade de culturas, caracterizadas cada uma delas por um idioma próprio, tradições e formas artísticas características. O deserto do Saara atuou e continua atuando como uma barreira natural entre o norte da África e o resto do continente. Os registros históricos e artísticos demonstram indícios que confirmam uma série de influências entre as duas zonas. Estas trocas culturais foram facilitadas pelas rotas de comércio que atravessam a África desde a antiguidade.
Podemos identificar atualmente, na região sul do Saara, características da arte islâmica, assim como formas arquitetônicas de influência norte-africana. Pesquisas arqueológicas demonstram uma forte influência cultural e artística do Egito Antigo nas civilizações africanas do sul do Saara.
A arte africana é um reflexo fiel das ricas histórias, mitos, crenças e filosofia dos habitantes deste enorme continente. A riqueza desta arte tem fornecido matéria-prima e inspiração para vários movimentos artísticos contemporâneos da América e da Europa. Artistas do século XX admiraram a importância da abstração e do naturalismo na arte africana.
A história da arte africana remonta o período pré-histórico. As formas artísticas mais antigas são as pinturas e gravações em pedra de Tassili e Ennedi, na região do Saara (6000 AC ao século I da nossa era).    
Outros exemplos da arte primitiva africana são as esculturas modeladas em argila dos artistas da cultura Nok (norte da Nigéria), feitas entre 500 AC e 200 DC. Destacam-se também os trabalhos decorativos de bronze de Igbo-Ukwu (séculos IX e X) e as magníficas esculturas em bronze e terracota de Ifé (do século XII al XV). Estas últimas mostram a habilidade técnica e estão representadas de forma tão naturalista que, até pouco tempo atrás, acreditava-se ter inspirações na arte da Grécia Antiga.  
Os povos africanos faziam seus objetos de arte utilizando diversos elementos da natureza. Faziam esculturas de marfim, máscaras entalhadas em madeira e ornamentos em ouro e bronze. Os temas retratados nas obras de arte remetem ao cotidiano, a religião e aos aspectos naturais da região. Desta forma, esculpiam e pintavam mitos, animais da floresta, cenas das tradições, personagens do cotidiano etc.

Chegada ao Brasil

A arte africana chegou ao Brasil através dos escravos, que foram trazidos para cá pelos portugueses durante os períodos colonial e imperial. Em muitos casos, os elementos artísticos africanos fundiram-se com os indígenas e portugueses, para gerar novos componentes artísticos de uma magnifíca arte afro-brasileira. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aula Programada 18-10-2011 Terça-feira 9ºC/ 2ºD/1ºG


9º C - Língua Portuguesa

Exercícios de Interpretação. Serão entregues segunda-feira durante a aula.


2ºD - Artes
Releitura no Caderno :  Arte Indígena no Brasil  ou Arte Indígena em Mato Grosso do sul



1º G   - Literatura
 Interpretação Textual .
Período Literário Barroco. Orientações na aula segunda-feira.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pós-Impressionismo 2º Ano ARTES 3º Bimestre

 Pós-impressionismo

Movimento inclui Cézanne e Van Gogh

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Foram chamados pós-impressionistas alguns artistas que não mais seguiam os preceitos originais do impressionismo. Para eles, o impressionismo era superficial e retratava apenas cenas passageiras, sem dar muita importância nem aos sentimentos, nem aos acontecimentos políticos e sociais. Outros ainda sentiam-se insatisfeitos e limitados com a técnica impressionista.
Natureza morta de Cézanne
"Natureza morta com Prato com Cerejas", de Cézanne (1885-1887).

Nesse contexto, diversas tendências surgiram na pintura do fim do século 19 e início do século 20.

Alguns artistas pós-impressionistas


  • Paul Cézanne (1839-1906)


  • Foi um dos maiores intérpretes do impressionismo e da reação contra esse movimento. Segundo suas próprias palavras, "pintar não é meramente copiar o objeto". Seus quadros eram construções da natureza, um objeto em si.

    Ele estudava as formas geométricas. Com o tempo abandonou as idéias de representar o movimento (característica do impressionismo) e resolveu reconstruir a sensação da estrutura, densidade e peso dos objetos. Tentava simplificar as formas da natureza e reduzi-las a cilindros, esferas e cones. Via uma árvore, por exemplo, como um grande cilindro (tronco) e uma elipse (copa).

    "Natureza-morta com prato com cerejas" (acima, à direita) era um dos favoritos de Cézanne. É o resultado de muitos ensaios e estudos seus, realizados pelo artista contra as regras acadêmicas. Destaque para a disposição do prato com cerejas em relação ao restante da composição.

    Cézanne não se subordinava às leis da perspectiva. Também introduziu em suas obras distorções e alterações de ponto de vista, em benefício da composição ou para ressaltar o volume e o peso dos objetos. Tudo isso, mais a idéia de simplificação das formas já comentada, irá dar origem, no século 20, ao cubismo de Picasso e Braque.


  • Georges Seurat (1859-1891)


  • Observe a imagem a seguir:



    Reprodução
    "Um Domingo de Verão na Grande Jatte", Seurat (1884-1886).


    Repare na copa das árvores e no gramado. Nesses elementos pode-se observar nitidamente a técnica utilizada por Seurat para pintar o quadro: o pontilhismo.

    Ao utilizar cores puras (em vez de misturá-las), aplicou-as diretamente na tela, ele resolveu agrupar as pinceladas em formas de pontos. A técnica também foi muito utilizada pelo pintor francês Paul Signac.



  • Vincent van Gogh (1853-1890)



  • Van Gogh auto retrato
    "Auto Retrato", Van Gogh.
    Considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, foi marginalizado pela sociedade durante sua vida. "Falhou" em todos os aspectos considerados importantes para a sociedade de sua época: não constituiu família, não conseguia custear a sua própria subsistência, sucumbiu a uma doença mental.

    Tinha personalidade intrigante. Oscilava entre a alegria e a tristeza, a esperança e o desespero, o amor e o ódio. Vivia uma dualidade emocional. Pintar passou a ser seu refúgio. Utilizava cores fortes para expressar seus sentimentos. Van Gogh dizia: "Pinto o que sinto e não apenas o que vejo".

    Ficou famoso depois da sua morte, especialmente após a exibição de 71 de suas obras em Paris, em 1901.

    Sua influência no expressionismo, no fovismo e no abstracionismo foi notória. Suas influências podem ser reconhecidas em variadas frentes da arte do século 20. O artista foi pioneiro ao relacionar tendências impressionistas com as aspirações modernistas.
    *Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp.

    Fonte: Uol



    Para os pós-impressionistas, o impressionismo era superficial e retratava apenas cenas passageiras, sem dar muita importância nem aos sentimentos, nem aos acontecimentos políticos e sociais.

    O Comedor de batatas, de Van Gogh.

    Pós-Impressionismo é o nome que se dá a diferentes estilos e tendências artísticas cuja origem encontra-se no Impressionismo, tanto como uma reação contrária a ele como também visando um desenvolvimento maior da escola.


    Seurat

    Outros ainda sentiam-se insatisfeitos e limitados com a técnica impressionista.
    A expressão Pós-Impressionismo foi usada para designar a pintura que se desenvolveu de 1886, a partir da última exposição impressionista, até o surgimento do Cubismo, com Pablo Picasso e Georges Braque.

    Van Gogh


    Entre 1880 e 1890, exploram as possibilidades abertas pelo impressionismo, em direções muito variadas. O naturalismo e a preocupação com os efeitos momentâneos de luz, caros aos impressionistas, estão na base de boa parte das restrições feitas ao movimento.

    Van Gogh


    Em Seurat e Paul Signac (1863-1935) o rompimento com as linhas mestras do impressionismo verifica-se pelo acento colocado na pesquisa científica da cor, que dá origem ao chamado pontilhismo. Aí, os trabalhos se orientam a partir de um método preciso: trata-se de dividir os tons em seus componentes fundamentais. As inúmeras manchas de cores puras que cobrem a tela são recompostas pelo olhar do observador e, com isso, recupera-se a unidade do tom, longe do uso não sistemático de cores.

    Pintura de Seurat


    Os movimentos modernistas devem muito ao pós-impressionismo, principalmente pela figura de Paul Cézanne (1839 - 1906) e sua obstinação em alcançar a natureza real atrás das aparências, criar uma arte com vida própria, “concretizar“ suas impressões pessoais e “realizar o motivo”.


    Cezanne
    Os principais artistas do movimento do pós-impressionismo foram:

    CEZANNE – FORMAS SIMPLIFICADAS





    SEURAT – PONTILHISMO E MISTURA DE CORES


    Esse trabalho logo abaixo foi feito a partir desta "Tarde de Domingo na ilha de Jatte", de Seurat:
    Obra original

    Abaixo, obra do artista contemporâneo que utilizou-se da obra original para fazer uma apropriação com latinhas - para abrir uma questão ambiental e de reciclagem.


    Veja o detalhe da obra bem de pertinho, feito só de latinhas:




    GAUGUIN – CORES VIVAS E PAISAGENS E NATIVAS DO TAHITI





    VAN GOGH – PINCELADAS CURVAS, FORTES, ESPESSAS E GRANDE CARGA DE EMOÇÃO 




    TOULOUSE-LAUTREC – CENAS NOTURNAS E ESTILO GRÁFICO




    A forma das pinturas, o tratamento das cores ou a linha podiam ser objetos de discordância com os impressionistas.

    Van Gogh

    Toulouse-Lautrec


    Assista a um trecho do filme "Sede de Viver", filme que retrata a vida de Van Gogh (de 1956):
     
    Fonte: http://julirossi.blogspot.com/2009/03/pos-impressionismo.html



    terça-feira, 24 de maio de 2011

    Números Romanos

     Números Romanos

    Os romanos usavam um sistema interessante para representar os números. Utilizavam sete letras do alfabeto e a cada uma delas atribuíam valores:

    Os numerais I, X, C, M só podem ser repetidos até três vezes.
    I = 1
    II = 2
    III =3
    X = 10
    XX = 20
    XXX = 30
    C = 100
    CC = 200
    CCC = 300
    M = 1.000
    MM = 2.000
    MMM = 3.000
    Vamos aprender alguns numerais romanos.

    Atenção: os numerais I, X e C, escritos à direita de numerais maiores, somam-se seus valores aos desses numerais.
    Exemplos:
    VII = 7 ( 5 + 2 )
    LX = 60 ( 50 + 10 )
    LXXIII = 73 (50+20+3)
    CX = 110 (100+10)
    CXXX = 130 (100+30)
    MCC = 1.200 (1.000+200)

    Os numerais I, X e C, escritos à esquerda de numerais maiores, subtraem-se seus valores aos desses numerais.
    Exemplos:
    IV = 4 (5-1)
    IX = 9 (10-1)
    XL = 40 (50-10)
    XC = 90 (100-10)
    CD = 400 (500-100)
    CM = 900 (1.000-100)

    Colocando-se um traço horizontal sobre um ou mais numerais, multiplica-se seu valor por 1.000.
    Exemplos:
    V = 5.000
    IX
    = 9.000
    X
    = 10.000

    Fonte 

    quinta-feira, 5 de maio de 2011

    Artes: Egito, Grécia e Roma 2º Bimestre

    A arte no Egito Antigo



    Ao longo do rio Nilo e principalmente na região norte -- o Delta - ; e na região sul dos rios Eufrates e Tigre, desenvolveram-se as primeiras civilizações. No Egito desenvolveu-se um povo com uma cultura bastante peculiar, pois na maior parte de sua história manteve pouco contato com outras civilizações. Na mesopotâmia desenvolveram diversas civilizações e portanto podemos encontrar uma manifestação cultural um pouco mais diversificada.

    No entanto não espere encontrar grandes diferenças, pois a cultura dos povos da Antigüidade Oriental foi caracterizada pelo pragmatismo.

    O Pragmatismo

    Consideramos uma cultura como pragmática quando o comportamento , a produção intelectual ou artística de um povo é determinada por sua utilidade. Os homens dessas civilizações possuíam uma mentalidade voltada exclusivamente voltada para a praticidade e, do ponto de vista artístico, realizaram obras que pudessem ter utilidade.

    Essa utilidade não é necessariamente material, pode ser ideológica, política ou religiosa.

    Por exemplo: Os arquitetos que projetaram os grandes palácios e templos não pretendiam a fama, ou mostrar que eram mais engenhosos que outros. A dimensão do palácio, a altura de uma porta, possuía uma finalidade: mostrar àqueles que se aproximavam a grandiosidade do poder, ou seja, perto de um palácio ou templo o homem sente-se pequeno.

    Mesmo a produção de objetos de luxo -- braceletes, colares, ou vestimentas com tecidos finos -- serviam para a distinção social e ao mesmo tempo utilizavam-se de referências religiosas ou militares, ou seja, possuíam uma utilidade ideológica.

    Escultura

    A grandiosidade foi a característica marcante na arquitetura de egípcios e mesopotâmicos, refletindo a força do Estado Teocrático. As principais obras foram Palácios e Templos, que representavam o poder da elite dessas duas regiões: a nobreza e os sacerdotes. No Egito destaca-se ainda a construção de túmulos, uma vez que os egípcios acreditavam na vida após a morte, e por isso os faraós e os membros da elite eram enterrados em grandes túmulos, levando consigo vários objetos e inclusive serviçais para a nova vida.

    Nesse contexto é que encontramos as pirâmides, construções monumentais que atraem e fascinam qualquer indivíduo até hoje, inclusive pelo misticismo que as envolvem. Para a maioria das pessoas falar em Egito é pensar em pirâmides.



    Qual seria sua reação se um amigo lhe dissesse:

    Passei uma semana de férias no Egito, mas não fui conhecer as pirâmides.

    Parece algo impossível !

    Apesar dessa fascinação é bom lembrar-mos que as pirâmides serviram de túmulos para alguns faraós. Poucos. A construção de pirâmides no Egito foi uma exceção em sua longa história. Como os faraós eram enterrados com grande riqueza, as pirâmides passaram a ser alvo de ladrões, fazendo com que fosse abandonada a idéia de novas construções.

    A partir de então, foram construídos os hipogeus, túmulos subterrâneos, cobertos pela terra. As grandes obras foram construídas com pedras, o que em parte explica sua longa duração.

    Na Mesopotâmia destaca-se a construção de Zigurates, grandiosos templos, na forma de sacadas e com escadarias nas laterais. Nos zigurates ou ao seu redor desenvolvia-se a atividade comercial.

    Poucas obras da arquitetura mesopotâmica sobreviveram ao tempo, ou por que na sua maioria eram construídas com tijolos de barro, ou devido as inúmeras guerras vividas pela região. As principais obras sobreviventes são de origem Persa.

    A escultura

    A escultura egipcia pretendeu obter a eternização do homem. A estatuária desenvolveu um processo de representação que pudesse preservar a imagem do Faraó ou de nobres importantes após a morte. Essa tendência ao realismo na forma em parte se deve a crença na vida após a morte. As obras mais importantes conhecidas são os bustos da rainha Nefertite, considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Porém não foi sua beleza que inspirou os artístas da época, mas sua realeza.

    As principais estátuas da região da mesopotâmia representam homens em pé, e são chamadas de "oradores", onde destacam-se a face e principalmente os olhos. No entanto, os relevos foram a principal expressão artística da região, não só pelas carcterísticas artísticas, mas para a compreensão da história e da religiosidade dos povos.

    A escultura

    A ourivesaria egípcia utilizou-se principalmente do ouro, prata e pedras. Os materiais produzidos eram utilizados por elementos da corte e possuíam a função de talismãs. Os templos e túmulos também eram decorados com pedras preciosas e objetos de ouro com inscrições.

    Na mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes e apesar das guerras e dos constantes saques que ocorreram na região, tesouros de alguns reis foram preservados.

    Estatuetas de cobre, colares e braceletes, assim como utensílios trabalhados em ouro e prata com incrustações de pedras eram muito comuns, e com estilos variados dada a diversidade de povos que ocupou a região. As obras persas refletem ainda certa influência da cultura grega, dado o naturalismo que possuem.




    A arte na Grécia Antiga

    As manifestações artísticas no mundo grego alcançaram notável desenvolvimento, refletindo as tradições e as principais transformações que ocorreram nessa sociedade ao longo da antigüidade.

    A arte grega è antropocentrica, preocupada com o realismo, procurou exaltar a beleza humana, destacando a perfeição de suas formas, è ainda racionalista, refletindo em suas manifestações as observações concretas dos elementos que envolvem o homem.

    A arte Pré Helênica

    A arte cretense chegou até nós a partir das ruínas do Palácio de Cnossos, e demonstra a influência das civilizações do Oriente Próximo, como a grandiosidade do próprio palácio, assim como as características da pintura, principalmente as figuras humanas, normalmente caracterizadas pela cabeça em perfil e os olhos de frente; o corpo de frente e as pernas de perfil.




    A arte micênica caracterizou-se principalmente pelo desenvolvimento da arquitetura, tendo como modelo o megaron micênico (sala central do palácio de Micenas) e pelo desenvolvimento do artesanato em cerâmica, onde encontramos figuras decorativas, retratando cenas do cotidiano. Apesar da forte influência cretense, a arte micênica tendeu a desenvolver elementos peculiares, iniciando uma distanciação das influências orientais.

    Homens e deuses na arte grega

    Para compreendermos melhor as manifestações artísticas dos gregos é necessário retomar a importância da religião e de sua manifestação na vida humana.


    A MITOLOGIA significa o estudo dos mitos, ou seja , o estudo da história dos deuses. Isso quer dizer que, para os gregos, cada deus nasceu em um certo momento e desenvolveu sua vida com características próprias. Mais, os gregos deram representavam os deuses com a forma humana e principalmente acreditavam que possuíam virtudes e defeitos.

    A religião grega dava grande valor aos deuses ao mesmo tempo em que dava grande valor aos homens. Por isso sua cultura é considerada antropocêntrica, individualista e racional; é ainda hedonista, possibilitando ao homem a realização de obras de que reflitam seus sentimentos internos, produzindo por prazer, sem ser utilitarista, como vimos na cultura antiga oriental, pragmática.


    A arquitetura grega

    A principal manifestação da arquitetura foram os templos gregos.

    O fato de serem politeístas e de acreditarem na semelhança entre deuses e homens, criou uma expressão religiosa singular no Mundo Grego, sendo que os templos dos mais variados deuses se espalharam por todas as cidades gregas.

    Os templos eram construídos normalmente sobre uma plataforma de um metro de altura chamada estereóbato.

    Os edifícios públicos também têm importância arquitetônica e refletem as transformações [políticas vividas pelas principais cidades gregas, como Atenas.

    A utilização de colunas de pedra é uma das características marcantes da arquitetura grega, sendo responsável pelo aspecto monumental das construções.

    A princípio as colunas obedeceram a dois estilos: o Dórico, mais simples e "mais pesado" , e o Jônico, considerado "mais suave". No século V surgiu o estilo Coríntio, considerado mais ornamentado, refinado. Foi neste século V , também conhecido como século de ouro ou ainda século de Péricles, que a arquitetura conheceu seu maior desenvolvimento, tendo como grande exemplo o Partenon de Atenas, do arquiteto Ictino.

    A escultura grega

    Entre os séculos XI e IX a.C. a escultura produziu pequenas obras, representando figuras humanas, em argila ou marfim. Durante o período arcaico a pedra tornou-se o material mais utilizado, comum nas simples estátuas de rapazes ( Kouros) e de moças (Korés) e ainda refletiam a influência externa.

    O apogeu da escultura ocorreu no período clássico, durante o século V , quando as obras ganharam maior realismo, procurando refletir a perfeição das formas e a beleza humana, e posteriormente ganharam dinamismo, como se percebe no Discóbolo de Miron. 



    Arte Romana


    Entre as civilizações do mundo antigo, a dos romanos é, sem dúvida, aquela a que mais temos acesso, uma vez que eles nos deixaram um vasto legado literário, que nos permite traçar sua història com uma riqueza de detalhes que nunca nos cansamos de admirar. Paradoxalmente, no entanto, poucas questões são mais difíceis de responder do que a que fazemos a seguir: "O que é a arte romana?" O gênio romano, tão facilmente identificàvel em qualquer outra esfera de atividade humana, torna-se estranhamente enganoso quando perguntarnos se existiu um estilo romano nas artes. Por que isso acontece? A razão mais òbvia é a grande admiração que os romanos tinharn pela arte grega de todos os tipos e períodos. Não só importavarn milhares de originais de épocas anteriores e deles fazian um número ainda maior de cópias, como também as suas pròprias criações eram clararnente baseadas em fontes gregas, sendo que muitos de seus artístas erarn de origem grega. Mas, além da temática diferente, o fato é que, coino um todo, a arte criada sob o patrocínio romano parece nitidamente diferente da arte grega e apresenta qualidades positivas não gregas que expressarn diferente intenções. Assim, não devemos insistir em avaliar a arte romana segundo os padrões da arte grega, perto da qual poderia parecer, superficialmente, uma fase final e decadente.

    O Império Romano foi uma sociedade extraordinariamente aberta e cosmopolita, que absorveu os traços regionais num modelo comum totalmente romano, homogêneo e diversificado ao mesmo tempo. A "romanidade" da arte romana deve ser buscada nesse modelo complexo, e não numa única e consistente qualidade formal.

    (Janson, H. W e Janson, Antony F. Iniciação á História da Arte. São Paulo, Livraria Martins Fontes Editora.)

    Arquitetura

    A arquitetura romana mesclou influências etruscas, gregas, com as característica de sua própria civilização, principalmente a partir do século II a.C., quando as conquistas romanas possibilitaram a formação de uma elite enriquecida e ao mesmo tempo fortaleceu o Estado.



    Dos etruscos herdaram as técnicas que lhes permitiram a utlizazação do arco e da abóbada. Dos gregos herdaram as concepções clássicas dos estilos Jônio, Dório e coríntio, aos quais associaram novos estilos, como o toscano.

    No enanto, a arquitetura romana, se foi fortemente influenciada pela cultura grega, desenvolveu, por sua vez obras que retratavam uma nova realidade, diferente daquela vivida por gregos, em qualquer período de sua história. Nesse sentido destaca-se a imponência e a grandiosidade das construções romanas, refletindo as conquistas e a riqueza desta sociedade - templos, basílicas, anfiteatros, arcos de triunfo, colunas comemorativas, termas e edifícios administrativos - eram obras que apresentavam dimensões monumentais.

    Os romanos ainda construíram aquedutos que transportavam água limpa até as cidades e também desenvolveram complexos sistemas de esgoto para dar vazão à água servida e aos dejetos das casas.



    Da mesma maneira encontramos obras particulares, mansões nas cidades e em seus arredores, refletindo a riqueza de patrícios e posteriormente dos homens novos. O enriquecimento proveniente das conquista foi responsável pelo desenvolvimento do gosto pelo luxo, e pode ser percebido também nas construções.

    Escultura



    A influência grega fez com que surgissem em Roma os copistas, que retratavam com extrema fidelidade as principais obras clássicas, de homens consagrados como Fídias e Praxítel



    O racionalismo e a fidelidade ao real orientaram a produção da estatuária romana e serviram para satisfazer o desejo de glorificação pessoal e de comemoração de conquistas e grandes feitos. Proliferaram no âmbito dessa arte romana os bustos, retratos de corpo inteiro e estátuas equestres de imperadores e patrícios, os quais passaram desse modo à posteridade.

    A narração de fatos históricos e a reprodução de campanhas militares tomou forma nos relevos que se desenvolveram na fachada de templos e dos Arcos de triunfo.

    Pintura

    O conhecimento sobre a pintura romana deve-se em grande parte a descoberta de Pompéia, cidade que foi soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79 e descoberta no século XVIII. Encontramos na cidade diversas pinturas, de caráter decorativo, ornamentando os palácios e os aposentos das residências, reproduzindo paisagens, a fauna, a flora e cenas bucólicas; também retratavam seus habitantes, com grande fidelidade.